30 October, 2006


The Winnerys
Daily Urban Times (2006)

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Música é tão legal! Há muito tempo sou lesado por ficar pesquisando e conferindo os lançamentos do cenário musical alternativo. E se tem algo na Música que me realmente fascina, é sua capacidade de se transformar e surpreender. Eu sou daqueles "O melhor do...", "Entra no meu top ten", sempre classificando as bandas e álbuns que escuto, frescura de indie poser mesmo (e me chame de indie pra você ver.. XD). Até o finzinho da semana passada o álbum solo de James Dean Bradfield era meu xodózinho para faturar como Melhor do Ano. Isso mesmo, era. E lembra do Other People Problem dos The Upper Room que postei? Então, vai perder infelizmente um pouco do encanto com este lançamento que vos apresento. Da cidade madrilenha na Espanha vem o segundo álbum da banda mais The Beatles que pude escutar em vida. Daí você pergunta: Que negócio é esse de "banda mais The Beatles?". Como resposta lhe digo: Escuta o novo álbum dos The Winnerys. Num comparação babaca porém apropriada, este Daily Urban Times lembra o Grand Prix do Teenage Fanclub (que brevemente terá um post aqui). E o que mais te deixa de cabelos em pé é o fato da banda lembrar muito, digo muito mesmo, os primeiros anos dos The Beatles. Meu escuta a faixa How I Miss You, o vocalista canta absurdamente parecido com o tio McCartney, coisa de louco mesmo! As semelhanças não se resumem aos vocais; loops de bateria, solos de guitarra curtos e simples, backing vocals, estrutura das melodias... enfim, esta pode ser a banda mais The Beatles que você escutou. Comparações à parte, já estou apaixonado. Que coletânea maravilhosa de Sixties , quantas composições belas. Como já estamos no fim do ano, é improvável que apareça um álbum novo no meu winamp para destronar Daily Urban Times.
Definitivamente apaixonado.

You just give me five, five, five, I wont ask you for more , more , moooore..

29 October, 2006


Muse
Black Holes and Revelations (2006)

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Depois de Absolution, o Muse ficou com a tarefa praticamente impossível de superar-se no novo álbum. O Mesmo já aconteceu com o Radiohead, com o Wilco, com o The Shins... Quando no começo do ano eles liberaram a faixa Supermassive Black Hole em single, muita mas muita gente torceu o nariz. Todo mundo ficou decepcionado, mas eu sabia que tinha algo de interessante nela... Então no meio do ano vazou o álbum. Muitos novamente odiaram o novo trabalho. Até eu meio que me decepcionei na ocasião, esperava algo mais glorioso e grande que o Absolution. Depois de 4 meses praticamente, venho aqui neste espaço que tanto prezo para fazer JUSTIÇA à uma das 3 grandes bandas da atualidade. Take a Bow é uma crítica fuderosa ao governo Bush, e muito direta por sinal:"Corrupt, You corrupt, Bring corruption to all that you touch", And burn, You will burn, You will burn in hell, yeah You'll burn in hell, You'll burn in hell, Yeah you'll burn in hell for your sins!" chegando num ápice alucinante. Na sequência vem o clássico absoluto Starlight, um linda balada que nos faz lembrar dos bons tempos do "The Bends". Depois vem a Supermassive Black Hole, que após muitas muitas muitas audições, se mostra uma composição sensacional, totalmente preparada para lotar pistas. O mesmo vale para a new-ordiana Map of Problematique. Terminada essa parte com nuance eletrônica do álbum, tem início uma das mais belas canções do Muse, a curtinha porém hipnotizante valsa de Soldier's Poem, com esse final "Theres no justice in the world,Theres no justice in the world,And there never was" liricamente cantada por Bellamy, já cheguei a deixar cair lágrimas. As letras continuam sendo o forte do álbum na declaração de amor com direito a marchinha de Invincible. Assassin é a faixa mais Absolution deste disco, então dispensa mais comentários. Daqui pro fim, a banda encarna elementos latinos. Destaco ainda a viciante City of Delusion, onde a voz de Bellamy alcança o nível de divindade. Knights od Cydonia encerra o álbum lembrando muito o Queen. Um álbum que vai te prendendo após muitas audições, talvez não seja tão bom quanto seu predecessor, por certo não é. Mas fazer algo tão bom depois daquilo é de se merecer muitos elogios. Quer dar uma de indie babaca? Então diga assim quando lhe pergutarem se você curtiu o disco: "Não gostei do novo álbum, é só um disco com "11 fucking-excelent-songs"

Matthew Bellamy é Deus mesmo

28 October, 2006


The Decemberists
The Crane Wife (2006)

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Yes! Colin Meloy e sua trupe estão de volta para delírio dos fãs. Para quem não conhece eles são uma banda americana de folk rock, e sempre prezam pelos arranjos e canções de calão pop. Em The Crane Wife há muitas canções deste tipo, e aos poucos a banda está apontando seu nariz para algo mais progressivo. O álbum abre com a linda The Crane Wife, que cresce a cada audição. Depois vem a epopéia épica de the island-come & see, the lanlord's daughter, you'll not feel the drowning com seus 12:42 contando uma história um tanto bizarra de possessividade e riquezas..em meados de 9:25 ela fica absurdamente linda (com Colin cantando cada vez melhor); por mim o álbum já acabava aqui de bom tamanho.Yankee Bayonet (I Will be Home Then) e O Valencia! são ótimas canções pop. The perfect crime 2 lembra de relance The Sunshine Underground com sua levada funk. Ah, não vou comentar tudo não, baixa aí que é um puta álbum até o fim. The Decemberists já deixou de ser promessa. Parabéns Colin!


Muse - Absolution (2003)

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O Melhor álbum de uma das melhores bandas inglesas de todos os tempos. Definitivamente uma obra prima. Num protesto ao 11 de setembro..."declare this an emergency come on and spread a sense of urgency and pull us through and pull us through, and this is the end, this is the end of the world". Desde o clássico começo com a erudita Apocalypse Now, o Hino Time Is Running Out, a espetacular Sing For Absolution, a epopéia progressiva de Butterflies and Hirricanes, a insanidade de Hysteria, enfim; só para citar algumas, até o fim um álbum que prende totalmente sua atenção. É em Absolution que o vocalista/ pianista/ guitarrista Matt Bellamy eleva seu status de músico à gênio. Este cd gerou também um dos shows mais fodas já vistos, o Absolution Tour in Glastonbury 2004 (é nele que tem a versão sensacional de Butterflies and Hurricanes onde você vê tudo o que Bellamy é capaz de fazer).

beira a perfeição..

27 October, 2006


Tokyo Police Club
A Lesson In Crime EP (2006)

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Baixo marcado e muitos riffs são o cartão de visita desta banda canadense. Este é seu primeiro Ep, A Lesson In Crime. Lembra algumas vezes Bloc Party, mas não deixa de ter aquele toque de luxo e nostalgia que toda banda canadense costuma ter. O vocal também passou no teste. É esperar pra ver se eles ganham um empurrãozinho, ou se alguém os hypam. Mas já é um bom começo, pois Cherry it On e Shoulders & Arms são ótimas! Baixe que vale o download.

26 October, 2006


The Shins
Wincing The Night Away (2007)

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Novo álbum do The Shins. Este ainda fica atrás do excelente Oh,Invented World! , mas é bem melhor que o Chutes to Narrow na minha opinião. O início do álbum é muito bom, quatro ótimas faixas na sequência. Destaco a felizinha Australia e a voz do vocal James Russell Mercer em Phantom Limb. Esbarra só na chatinha Sea Legs. Os The Shins sempre tiveram e terão as portas abertas no meu winamp, além de serem excelentes músicos, são carismáticos pacas. E outra, são responsáveis por um dos grandes hinos da cena indie, New Slang.

24 October, 2006


James Dean Bradfield
The Great Western (2006)

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Este não precisa de resenha, com louvor é até agora
o Melhor Álbum do Ano.

22 October, 2006


The Sunshine Underground
Raise The Alarm (2006)

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Pois bem. Atendendo a um pedido, estou postando algo mais "estigado de ser" hahuhauha. o álbum de estréia desses caras vazou há pouco na net, e promete ter um sucessinho considerável. Eu curti muito o som dos caras, bebe de muitas fontes como The Killers, Tapes 'n Tapes e We Are the Scientists; num mistura post punk, funk e indie-rock americano, apesar de serem Ingleses. Sobretudo este "Raise the Alarm" tem o mesmo efeito de "Hot Fuss", fazer morada nas pistas. Algo me faz não cutir muitas das tranqueiras que surgem todos os dias, que é a falta de harmonia, de "chicletisse", e de refrões legais. Se eu não lembrar da melodia depois de ouvir umas duas vezes uma música já era, num desce mesmo, num adianta insistir huauhaa. Melodia é tudo pra mim numa banda! Faz 36 anos que os The Beatles terminaram e em vez da música passar para um estado pleno de perfeição, ficam aparecendo bandas "One-Hit-Band" e essa merda que se diz crítica especializada fica hypando cada banda tosca. É claro que existem muitas excessões...mas isso é pano pra manga pra um outro post. Como estava dizendo, por outro lado com Sunshine Underground é diferente, tudo é de fácil assimilição e grudável. O àlbum abre meia boca com Wake Up, mas depois disso vem 7 faixas extremamente dançáveis, cantáveis e grudentas. "Commercial Breakdown" "Borders" e "Panic Attack" são as bandeiras desta excelente banda, e acredito que eles irão longe longe com elas, Na boa, se você depois de ouvir algumas vezes o álbum não cantarolar ou assoviar pelo menos uma dessas três músicas, nem precisa voltar mais aqui.

21 October, 2006

Readymade FC - Balilonia (2006)

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Aposto que deste ninguém ouvir falar. E é bom mesmo que fique no anonimato. Readymade FC é um projeto musical de uma francês que num lembro o nome; este é seu segundo trabalho, Babilonia, que é um álbum de muitos álbuns, isso porque aborda desde eletro-pop, experimental-jazz bem início do século passado e até folk-rock. Essa miscelânia não atrapalha em nada, pelo contrário, é tudo feito com muita competência e sem parecer brega. "Cirkus" abre o disco em grande estilo, que teria entrato sossegado na trilha do filme Magnolia. Mas é a sensacional "Bare Feet" que rouba a cena. Que música maravilhosa, riff em sample combinando com a voz marota de David Sylvian; meeeeu, estou viciado nela! "Snow Lion" é um jazz bem soturno que quebra o ritmo de forma incrível. Até o fim o álbum segue competente, ainda flerta com o folk-rock na bela "Time Machine" e desfecha com a circense "Didi". Pois é, ninguém conhece, e provavelmente esse projeto continuará desconhecido. Melhor, foda-se o hype!

20 October, 2006


The Upper Room - Other People's Problems (2006)

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Nos últimos anos muitas bandas vem buscando criar o pop perfeito. A lista é grande: o Radiohead antigo (que na minha opinião conseguiu com o The Bends), Cold Play, Doves, Death Cab for Cutie, Keane, Travis...
Ótimos trabalhos sairam desta premissa, muitos deles bateram na trave como o "Some Cities" por exemplo; e a maioria nem chegou perto do tão sonhado Perfect-Pop. Eis que temos mais um candidato à façanha, o The Upper Room. E é já com seu primeiro álbum, "Other People's Problems", um disco recheado de canções absurdamente pop's e refrões pegajosos. O Som da banda pode ser classificado como o Elo perdido entre o Teenage Fanclub e o Death Cab For Cutie. Se eles conseguiram ou não a façanha eu realmente não sei e não prefiro arriscar; mas que "All Over This Town" é uma das mais belas canções pop já feitas e séria concorrente à música do ano..Ah Com Certeza!!!


Small Sins - Small Sins (2006)

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Este aqui é para quem curte eletro-pop e chamber-pop . Esta ótima banda vem com seu debut para suprir a falta que o Grandaddy fará no cenário alternativo americano. Com muitos barulhinhos aqui e acolá, lembra muitas vezes o "Sophtware Slump" da banda de Modesto. Não deixem de prestar atenção na excelente faixa "Stay" a mais famosinha deles. Destaco também "Threw It All Away" , "It's Easy" e "Is She The One". Small Sins é para ficar no Mp3 em repeat por um bom tempo..

19 October, 2006


Thee More Shallows
More Deep Cuts (2005)

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No início do novo milênio um ser chamado Dee Kesler decidiu se trancar num estúdio e promover uma tranformação sonora em sua banda. A idéia era criar algo inovador e que causasse impacto. Depois de inúmeros desentendimentos e da quase separação do grupo, finalmente é editado em 2005 o álbum "More Deep Cuts". Para este que vos escreve é um dos 20 melhores álbuns de todos os tempos. A começar pela belíssima capa. Complexo, pertubador, instigante e denso. Une letras por vezes demoníacas à lindos arranjos eruditos e barrocos, à uma percussão ritmada e à uma voz sofrivel e sarcástica. A cada audição ele cresce mais e mais, sempre causando arrepios e deixando os fãs completamente ansiosos e em estado de êxtase pelo novo trabalho. Acima de tudo um álbum completamente extraordinário em todas as suas nuances!


Maximilian Hecker
I'll Be A Virgin, I'll Be A Mountain (2006)

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Tão suave e clara como a neve, assim é a voz de Maximilian Hecker. Este novo trabalho preza pelo lirismo e pela quantidade de boas canções, que muitas vezes remetem ao "Im a Bird Now" de Antony and Johnsons. Já ouvi comentários tipo "Ele não canta... ele expira", e realmente se tem algo que realmente marca ao ouvir Maximilian é a doçura e o timbre de sua voz. Ouça faixas como "Snow White", "No More Lies to Reach You", "I'll Be A Virgin, I'll Be A Mountain" e a belíssima "You Came to Me When I Was Born" e tire suas próprias conclusões. Liricamente impecável.